Mais uma gastroenterite…

Cada ano que passa, desenvolvo cada vez mais uma intolerância ao inverno gigante e abominável, e nesta temporada, que ainda agora começou e tão tardia, resolvi assumir: NÃO GOSTO DO INVERNO, e estou meia em fúrias.

São montes de razões, e cada vez se enrolam mais umas nas outras.
A começar porque aquecer a nossa casa, só é um drama e um gasto monumental.
Aquecemos apenas as divisórias mais importantes, ao final do dia, porque está caro. Não há cá aquela ideia romântica dos Países gélidos que se anda em cuecas quase despidos pela casa, aí tão longe.
Andamos sim de casacos, camadas infindáveis e quando saímos lá para fora, muitas vezes temos a bela surpresa de que, afinal, até  está um magnífico dia de inverno, não assim tão mão – Vicissitudes de se viver num vale sombrio virado a norte, temos depois outras coisas boas, nem tudo é mau.

Depois, chegam as doenças dos miúdos…
Aqui com o Manuel, chega Agosto e já estamos entre consultas a pensar e planear de que modo é que vamos prevenir um novo inverno que aí vem e que com ele, tráz todas as maleitas possíveis e imaginárias.
Vacinas, bombas, remédios…
A começar pela asma, a acabar nos vírus todos que para aí andam.

É que se desse para fazer uma colecção de cromos, meu Deus.
Desabafando… esta parte da Maternidade parte-me o coração, fá-lo minúsculo… Três anos de doenças, e ele pobrezinho, só queria que pudesse trocar com ele e evitar que ele tivesse que estar com o corpo sempre tão massacrado, caramba.
Mas sei que é a lei da vida… é assim.
Há miúdos mais rijos, que se safam a tudo, estão geralmente bem, ora apanham uma coisinha ou outra, mas faz parte.
Outros, coitados… Levam com o mundo em cima, e aqui… não sei se valem a pena grandes teorias do faz isto ou aquilo.
Acho que de facto há miúdos e miúdos, uns que se aguentam melhor, outros menos bem, mas isto claro não invalida o facto de se procurar sempre as melhores soluções possíveis.

Viver isto com um bebé na barriga?
É novo sim…
Esta noite, longa que passou, fez-me aperceber de que quando isto acontecer, haverá mais um por quem olhar, e que possivelmente apanhará também, que nos vamos ter que dividir nas idas aos hospitais e aos médicos, que eu e o meu marido, daqui para frente sim, repartiremos as nossas atenções, as nossas forças, o que podermos, conseguirmos e soubermos fazer.

Ainda me assustei porque com os nervos que apanho do desgaste que estes dias com doenças são, a barriga dói.. Sei que tenho que ter cuidado, mas como não cuidar do meu pequenino doente?

Enfim, hoje estou solidária com todas e tantas que para aqui estamos nestes filmes, que de certa forma, sim… fazem parte da nossa história materna, da deles enquanto filhos e pessoas…
Mas sei que para algumas pode ser duro e pesado… O meu enorme abraço.

Volto em breve, com mais histórias para contar, e espero que menos zangada.
Um beijinho a todos,

Mu

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