Quando ouvimos coisas a mais

(Na fotografia – Sapatos bebé Pisamonas e fralda de pano, algodão 100% biológico da Gloop)

Oiço muitas coisas.
Ouvimos todos, eu acho.
Filtramos algumas, super-valorizamos outras, umas enraivecem, outras entristecem….
Porque ouvimos demasiadas coisas? Por vezes pouco filtradas, cheias de opinanço e de carisma por vezes tão duro?
Porque se preocupam tão mais no dizer do que no fazer?
Não sei ao certo.

Sei talvez, porque muitas vezes querem o nosso bem, e talvez se preocupem e então digam…
Outras, porque não querem mesmo o nosso bem e querem abater-nos de forma cruel, porque somos incómodos, então dizem…

Dizer, ouvir…
Um jogo de vai e vem por vezes bom, por outras tão desonesto, pouco frontal, cheio de maldade.

No mundo da maternidade, assim que pomos o pé nessa casa partida, (entenda-se quando engravidamos e daí para a frente), a nossa vida passa a ser um pântano muito permeável para o dizer alheio.
Passam-nos uma espécie de atestado de burrice e os olhos alheios vêm sempre melhor, ou porque, somos simplesmente pessoas incompetentes e o que fazemos no mundo do educar, fica sempre tão aquém…
Os nossos filhos, geralmente são uns selvagens e mal educados que não falam aos tios, ou fazem muito barulho na sala.
Não sabem estar sentados à mesa, quietos, e são chatos.
Não, chatos não, mal criados! 

Oiço tanto, e infelizmente tão indirectamente estas coisas.
Sou única? Não creio….

Oiço também, quase em tom de descompostura, que sou uma sortuda porque os meus filhos “ganham” coisas à borla, à descarada e eu não dou valor, somos uns mimados que não damos valor.

Vamos descascar isto:

  • Não compreendo, mas não compreendo mesmo, qual é a invejite tão aguda em relação ao meu trabalho e às minhas colegonas de “carreira”.
    Que decidiram ser actuais no tempo, e esse mesmo tempo, ser uma escolha de estar em casa a criar os nossos filhos, mas também a trabalhar e a ser útil, criar novas coisas, conteúdos, partilhar, escrever, escavar, ui tanta coisa.
    Chamam-nos bloggers, instagramers, influencers, etc… e dizem tão mal de nós.

    Para um mundo alargado, ter este trabalho e profissão, não  é uma profissão, é uma espécie de lazeira fútil de mostrar a vida privada gratuitamente e o nada que se faz na vida, postar nas redes sociais e existir-se.
  • Errado, muito errado, tão gravemente errado. (Ainda que possa haver quem o faça dessa forma…)
  • Há muitos tipos de bloggers, de influencers, em muitas espécies de áreas, eu por mim falo, sigo as que mais gosto, as que com quem me identifico, e em nada acho a vida delas fúteis, que nada façam, ou que a vida delas seja centrada em ganhar produtos “à pala” para fazer inveja nos nossos ecrãs.
  • Mas vamos a esse ponto interessante: “Ganhar produtos à pala”
  • Para este mundo que pensa que tudo nos caí aos pés, desenganem-se.
    A verdade é que é preciso trabalhar-se muito (mesmo muito, vão por mim) para se chegar a um pequeno patamar que seja, para nos reconhecerem e a cima de tudo: reconhecerem o nosso trabalho (a tal profissão) e que o achem minimamente interessante ao ponto de, num oceano enorme, poder ser eu escolhida e eleita para divulgar uma marca, receber o seu produto para o divulgar de forma justa e bonita (essa divulgação que dá um trabalhinho…).
  • Receber um produto “à pala” implica não só trabalhar durante muitos anos a fio, sem receber a ponta de um chavelho, a criar público, a sua confiança e amizade, como implica desde o momento em que recebemos o tal produto, aplicar todas as estratégias pessoais e profissionais para sermos pessoas:
    Honestas, criativas, divertidas, dinâmicas, únicas, de cara bonita, atraentes de certa forma, para podermos publicar, divulgar, dar do nosso trabalho e suor em troca daquele produto.
  • Não, não se recebe nada de graça como em tudo na vida é um jogo de vai e vem, em que duas partes dão o seu contributo.
  • Nota importante: Os meus filhos não são pessoas mimadas por receberem produtos, para a Mãe trabalhar sobre eles horas a fio no computador, na máquina fotográfica, consequentemente no telefone, porque é muito profissional e só quer dar o melhor às pessoas que leem, seguem, gostam de estar, comentam, falam… bem como a todas as marcas que a querem.
    A Mãe não dá coisas de meia bola e força, dá com todo o coração o que sabe e o que tem. E isto é uma em muitas formas de trabalhar.

Não sintam inveja de quem faz coisas boas e de coração…
No geral, nem é de vocês que me leem que oiço as coisas maldosas, é sempre de gente que anda perto de mim, perto se calhar o suficiente para nunca quererem entender o que faço, porque faço, como faço, em que consiste… e por isso assim, sob uma bitola ao lado, fica fácil querer criticar.

Hoje, depois destes 3 anos até aqui, onde muita insegurança andou por aqui, sou tão feliz por ser tudo o que sou hoje, por ter tudo o que tenho hoje, e por ter criado este projecto – MU.
Para mim, para além de ser uma fonte enorme de trabalho e de algum esgotamento, é uma fonte de auto-satisfação e realização pessoal, bem como de orgulho.

E por essa razão eu agradeço MUITO a Deus Nosso Senhor por ser TÃO generoso comigo e com a minha família.
Sou muito, muito grata.

E a vocês, que como já vos disse tantas vezes, sou também tão sortuda e tão grata por ter cada um desses telefones ou computadores a fazerem scroll até aqui para me lerem – Nunca me cansarei de vos dizer – OBRIGADA.

Agora vou descansar a barriga que estas 39 semanas já pesam um bocadinho! TIC TAC para receber o baby Fernandinho.
Estejam atentas ao Instagram que vou avisando e dando as últimas noticias por lá.
LOVE YOU,

Yours Mu

No Comments

Post A Comment